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RAR regressa ao mercado com Quinta do Paço do Lumiar
2017-04-21


A RAR Imobiliária está de volta ao mercado. Depois de cinco anos em ‘hibernação’, em que se dedicou à venda dos ativos que tinha em carteira, a empresa presidida por José António Teixeira acredita que a retoma imobiliária está para ficar e aposta no mercado lisboeta, “onde falta produto para o segmento médio-alto e alto”.  A Quinta do Paço do Lumiar, num investimento aproximado de 16 milhões de euros, é um projeto da autoria do arquiteto Souto de Moura, composto por 17 moradias em banda, cada uma com piscina exterior e pátio central cuja comercialização está, agora, a arrancar. Previsto, está ainda, um outro investimento de 30 milhões de euros num condomínio fechado em Oeiras, mas sem prazo, ainda, para avançar.

Criada em 1987, inicialmente apenas para gerir o património imobiliário do grupo RAR - um universo de quase cinco mil colaboradores e uma faturação consolidada de quase mil milhões de euros, conhecido pelos seus negócios na área do açúcar, mas, também pela Vitacress e pela Colep, entre outras - a RAR Imobiliária tornou-se estratégica para o grupo a partir de 1995, tendo iniciado a sua atividade em Lisboa, precisamente com os projetos Jardim das Laranjeiras e Parque de Palmela. Depois, acabou por se focar mais a norte, lançando os projetos Edifícios Passeio Atlântico e do Parque, ambos em Matosinhos, e Monchique, frente ao rio Douro, no Porto. Chegou a ponderar avançar para a internacionalização, apostando em mercados externos, como o Brasil, mas acabou por optar abrandar o ritmo, vender os ativos que tinha em carteira e esperar por melhores dias. Que parecem ter chegado.

“Os mercados externos que estávamos a ponderar, designadamente o brasileiro, começaram a entrar em crise e, pelo contrário, em Portugal, no segmento médio alto e alto, que foi sempre o nosso foco, começou a verificar-se uma recuperação. Já tínhamos terrenos adquiridos e decidimos, então, reiniciar a atividade, Moradias de luxo de Souto Moura no centro de Lisboa têm investimento de 16 milhões avançando em Lisboa, a região que primeiro evidenciou sinais de retoma. Entregamos o projeto da Quinta do Paço do Lumiar ao arquiteto Souto Moura em 2014 e apresentamo-lo, agora, para arranque de comercialização, no Salão Imobiliário de Lisboa”, explicou ao Dinheiro Vivo o CEO da RAR Imobiliária. José António Teixeira garante que a empresa teve a sorte de ser apanhada pela crise “com todos os projetos terminados”, pelo que se pode “resguardar numa postura de “wait and see” que lhe permitiu “atravessar o período mais crítico da crise “sempre a apresentar resultados positivos acima de um milhão de euros”. “Mesmo no famigerado ano de 2011”, sublinha. Em 2014 os resultados foram positivos em seis milhões e em 2015 de quatro milhões. “A estratégia que adotamos foi positiva e permitiu-nos não termos aqui qualquer tipo de desaire em termos de investimento”, salienta ainda.

Sobre o novo empreendimento em comercialização, José António Teixeira garante que está a ser “muito bem recebido” pelo mercado. O selo Souto Moura é uma mais-valia, assegura, mas não só. “Não há condomínios de moradias de luxo no centro de Lisboa”, diz, acrescentando que o empreendimento está servido por excelentes acessibilidades e rodeado por alguns dos melhores colégios da cidade, como São João de Brito, O Manuel Bernardes, o Planalto ou o Real Colégio de Portugal. Já para não falar da proximidade da oferta cultural e de lazer.

Quanto ao projeto de Oeiras, o São José de Ribamar, corresponde a um investimento de 30 milhões de euros, e implica a reabilitação de um convento do século XVI e de um palacete do início do século XX e será tudo transformado num condomínio de apartamentos, devidamente inserido nuns jardins classificados de interesse municipal. São 10 mil metros quadrados de área de construção, que darão origem a qualquer coisa como duas a três dezenas de apartamentos, consoantes as tipologias que vierem a ser escolhidas. De qualquer forma, este projeto em Oeiras dependerá muito da evolução da Quinta do Paço do Lumiar, cuja construção levará, em média, 18 meses e que só deverá ser iniciada lá para março de 2017.

A empresa tem também projetos de condomínios fechados em desenvolvimento em Braga e Vila do Conde, ambos envolvendo moradias e campo de golfe. O de Braga situa-se junto ao Mosteiro de Tibães, e o de Vila do Conde, que está em fase de licenciamento na câmara, situa-se numa área de 48 hectares e prevê, ainda, a transformação de um mosteiro do século XI num hotel de charme.


“Imobiliário precisa de bom senso dos governantes”

Que acha dos vistos ‘gold’?
Ultrapassada a polémica, acho que foi uma medida excelente para atrair investimento estrangeiro.

Mas os números têm abrandado…
Espero que isso não signifique que os investidores se estão a direcionar para outros mercados. Porto e Lisboa são destinos de excelência, precisamos é de estabilidade e credibilidade no mercado.

Está a falar das novas medidas no Orçamento de Estado para 2017, nomeadamente do adicional do IMI?
Independentemente do impacto económico e financeiro, o que nos deverá preocupar é a estabilidade e a credibilidade do setor. Temos que ter a noção que a compra de casa é o maior investimento que as famílias portuguesas fazem, como tal, qualquer foco de instabilidade, qualquer incerteza, é nociva. Este é um setor que atravessou uma crise profunda e longa em todo o mundo. Não me parece bem que, quando começam a surgir os primeiros sinais de retoma, se comecem logo a mudar as regras fiscais. É preciso haver bom senso.

Do Governo?
Dos vários governos, sejam eles quais forem. Não se podem esquecer que este setor é o motor da economia, nem do que ele representava, ainda há pouco tempo, para o PIB e para a taxa de emprego do país.

A construção tornou-se ‘persona’non grata?
O imobiliário, no seu todo, tornou-se ‘persona’non grataem todo o mundo. Mas a bolha imobiliária, que esteve na origem de tudo isto, teve muito mais peso nos EUA, em Espanha e noutros países do que em Portugal. Mas o setor financeiro passou a olhar o imobiliário com maus olhos. Felizmente, os números mostram que o crédito à habitação está a disparar, outra vez, o que quer dizer que tudo tem que ser feito com bom senso.


 

Download: rar_regressa_ao_mercado_com_quinta_do_paco_do_lumiar_1493982087.pdf (323KB)
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